A próxima história da série Dia das Profissões, da FGV, para o Dia do Matemático, tem como foco números, paixão e propósito. A aluna da graduação em Matemática Aplicada da FGV EMAp, Luiza Schneider Sampaio, encontrou na matemática não apenas uma vocação, mas uma ferramenta poderosa para transformar o mercado financeiro com inteligência, ética e inovação. 

“No início, eu via a matemática como algo muito teórico, mas, aos poucos, percebi que poderia aplicá-la para resolver problemas concretos e relevantes, especialmente no mercado financeiro”, conta. 

Neste conteúdo especial, Luiza compartilha os aprendizados que marcaram sua trajetória. 

Descoberta do propósito 

Como você descobriu seu propósito profissional? Houve algum momento decisivo nessa jornada? 

Desde muito nova, desenvolvi uma afinidade natural com a matemática. No ensino médio, tive a oportunidade de fazer um curso de finanças oferecido pela FGV, e foi aí que percebi o quanto o universo financeiro me fascinava. No entanto, percebi que os cursos tradicionais voltados ao mercado financeiro não exploravam a parte quantitativa de forma tão profunda quanto eu gostaria. Foi então que descobri a Matemática Aplicada, que me permitiu unir meus dois grandes interesses — a matemática e as finanças — de maneira prática e analítica. Esse foi o ponto de virada na minha trajetória. 

Quais foram os principais desafios para alinhar seus talentos com seus valores pessoais? 

Um dos maiores desafios foi encontrar um caminho que equilibrasse minha curiosidade técnica com o desejo de gerar impacto real. No início, eu via a matemática como algo muito teórico, mas, aos poucos, percebi que poderia aplicá-la para resolver problemas concretos e relevantes, especialmente no mercado financeiro. O desafio foi entender como transformar meu gosto por números em uma ferramenta para contribuir com algo maior — decisões mais eficientes e embasadas. 

Tecnologia e transformação profissional 

Como você percebe que a tecnologia está transformando sua área de atuação? 

A popularização da inteligência artificial e do aprendizado de máquina está revolucionando o mercado financeiro e, especialmente, a atuação dos profissionais quantitativos. Hoje, algoritmos conseguem processar volumes massivos de dados em tempo real, gerando insights antes inimagináveis. A tecnologia não apenas otimiza a tomada de decisão, mas também redefine o papel do profissional: é preciso entender tanto de modelagem matemática quanto de ciência de dados e programação. 

Que novas oportunidades surgiram na sua profissão graças às inovações tecnológicas? 

Ferramentas de análise de dados, aprendizado de máquina e automação vêm tornando o trabalho mais eficiente e ampliando o campo de atuação dos profissionais quantitativos. 

Embora ainda estejamos distantes do nível de sofisticação observado em grandes centros financeiros internacionais, há um movimento crescente de integração entre a matemática aplicada, a estatística e a tecnologia no mercado financeiro brasileiro. Essa tendência cria oportunidades únicas para quem tem um perfil mais técnico e quer contribuir para o desenvolvimento dessa frente no país — seja aprimorando modelos, estruturando bases de dados ou trazendo metodologias mais modernas para a realidade local. 

O papel da FGV 

Quais habilidades desenvolvidas na FGV foram essenciais para seu sucesso no mercado? 

A FGV foi essencial na construção da minha trajetória profissional, tanto pela excelência acadêmica quanto pelas oportunidades de desenvolvimento pessoal e técnico. O alto nível de exigência do curso cria um ambiente que estimula a disciplina, o pensamento crítico e a busca constante por melhoria — é um lugar em que você aprende a se desafiar todos os dias. 

Além das aulas e da convivência com professores altamente qualificados, a FGV oferece experiências muito valiosas. Um exemplo foi minha participação no PIBIC (Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica), onde pude desenvolver uma pesquisa em finanças quantitativas, explorando modelos como os de Bachelier e Black & Scholes. Essa vivência foi fundamental para aprofundar meu interesse pela área quant e entender, na prática, como teoria e aplicação se conectam. 

Além disso, o NEDC (Núcleo de Estágio e Desenvolvimento de Carreira) promove eventos e aproxima os alunos de diferentes áreas e empresas, o que me ajudou a conhecer o mercado de perto e a definir com mais clareza o caminho que eu queria seguir. 

Aprendizado com profissionais experientes 

O que você aprendeu com profissionais mais experientes sobre como sua profissão evoluiu ao longo do tempo? 

Trabalhando com finanças quantitativas, percebi como essa área evoluiu rapidamente — especialmente com o avanço computacional. Conversar com profissionais mais experientes me mostrou o quanto o perfil do quant mudou: antes, o foco era puramente matemático; hoje, exige uma combinação de matemática, estatística, programação e visão de negócio. 

Durante meu tempo na FGV, participei do PIBIC e fiz uma iniciação científica em finanças quantitativas, onde pesquisei modelos como o de Bachelier e o de Black & Scholes. Essa experiência me fez entender a importância da base teórica, mas também da capacidade de adaptar esses modelos à realidade de mercado — algo que os profissionais mais experientes sempre reforçam. 

Dicas para futuros profissionais 

Que dicas você daria para novos estudantes sobre como construir uma carreira alinhada com propósito? 

Busque autoconhecimento desde o início. Entenda o que realmente te motiva — não apenas o que é “rentável” ou popular. Propósito vem quando você une curiosidade, talento e impacto. Explore diferentes áreas, participe de projetos, converse com pessoas de perfis diversos. Às vezes, o propósito não aparece de imediato, mas vai sendo lapidado com as experiências. 

Quais habilidades você acredita que serão indispensáveis para os profissionais do futuro na sua área? 

As habilidades técnicas continuam sendo fundamentais — especialmente matemática, estatística e programação. Mas, cada vez mais, o diferencial estará na capacidade de interpretar resultados de forma crítica e ética, comunicar ideias complexas de modo acessível e se adaptar às constantes mudanças tecnológicas. A combinação de rigor analítico e sensibilidade humana será o verdadeiro diferencial. 

Matemática que transforma o futuro com propósito 

No Dia do Matemático, a história de Luiza Schneider Sampaio mostra que a matemática aplicada pode ser muito mais do que números: pode ser ferramenta de transformação, inovação e propósito. 

Na FGV, esse caminho começa com uma formação que une excelência acadêmica e conexão com o mundo real. 

Saiba mais sobre o curso de Matemática Aplicada da FGV EMAp, aqui

Confira também os demais conteúdos sobre o Dia das Profissões abaixo: 

• Dia Mundial das Comunicações 

• Dia do Cientista Social 

• Dia do Advogado 

• Dia do Economista 

• Dia do Administrador 

Conheça mais sobre a Graduação FGV