Onde cada um percebe a educação é onde ela continua? Inspirado por Paulo Freire, nosso aluno João Victor Fernandes Machado (Marley) acredita que a educação deve ser uma prática libertadora, na qual o aprendizado ultrapassa os limites da sala de aula tradicional. Hoje, no Dia da Educação, celebramos a data como um processo contínuo e libertador que vai além das paredes da sala de aula, como exemplificado pela trajetória do aluno
Ele começou sua jornada acadêmica na rede pública municipal do Rio de Janeiro, na Escola Municipal Lins Vasconcelos, e hoje cursa a graduação em Ciências Sociais, na Escola de Ciências Sociais da Fundação Getulio Vargas (FGV CPDOC). Esse caminho não apenas reflete sua visão de ensino como prática libertadora, mas também destaca a importância de cada espaço de aprendizado como um local de transformação.
Sua trajetória é um exemplo claro de como a educação, quando compreendida como uma ferramenta de emancipação, não se limita ao acúmulo de informações, mas sim se torna um meio de libertação, valorizando as experiências e saberes de cada indivíduo. Mais do que conquistar uma formação, Marley deseja retribuir o conhecimento adquirido, aspirando ser um professor que inspire e liberte novas gerações. Pois, como ele bem acredita, onde a educação é percebida, é lá que ela continua a transformar vidas.

O escotismo como primeiro passo fora dos limites tradicionais
No percurso dessa trajetória, uma experiência foi decisiva para ampliar sua visão de mundo: o escotismo. Foi como escoteiro que Marley expandiu seus aprendizados para além da sala de aula. Essa vivência foi fundamental para sua formação, permitindo que ele compreendesse que o conhecimento pode ser construído em diferentes espaços, por meio do contato com múltiplos saberes.


Olimpíadas de Conhecimento: uma janela para novos horizontes
Ainda durante esse período, Marley teve seu primeiro contato com competições acadêmicas e mostras científicas, como as Olimpíadas do Conhecimento.
Na Olimpíada Brasileira de Astronomia, desenvolveu uma nova perspectiva sobre o universo e a ciência. Já na Olimpíada Brasileira de Robótica, aplicou, na prática, conhecimentos tecnológicos. Também participou da Mostra Nacional de Foguetes, onde aprofundou sua experiência com experimentação e pesquisa.

Essas vivências reforçam que o conhecimento é múltiplo e que existem diversas formas de acesso à educação, para além dos métodos tradicionais. Para Marley, as olimpíadas representaram uma verdadeira janela para “um outro horizonte possível”.
Você sabia que, por meio das Olimpíadas do Conhecimento, é possível conquistar uma bolsa de estudos nos cursos de graduação da FGV?
Como as Olimpíadas de Conhecimento podem render uma bolsa na FGV?
Por meio do programa Seleção de Talentos, o FGV CDMC (Centro para o Desenvolvimento da Matemática e Ciências) busca estudantes de escolas públicas que se destacaram em olimpíadas nacionais, ampliando o acesso ao ensino de excelência.
De Indiana Jones à pesquisa acadêmica: como a infância molda nossas escolhas
Muitas escolhas da vida adulta têm origem na infância. Fã de Indiana Jones, João Victor encontrou inspiração no arqueólogo para seguir o caminho da pesquisa e, futuramente, tornar-se professor universitário. Por isso, além da formação em Ciências Sociais, ele também cursa Pedagogia para entender as diversas formas de ensino.

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