Durante o Dia das Profissões da FGV, conhecemos a história inspiradora de Almir Fonseca, aluno do 8º período de Ciência de Dados e Inteligência Artificial da FGV EMAp. Aos 22 anos, Almir está concluindo o curso e atua como estagiário de Analytics na consultoria estratégica Kearney. Sua trajetória une técnica, propósito e a vontade de transformar informações em decisões com impacto real. 

“Desde criança, sempre gostei de resolver problemas matemáticos e lógicos a partir de dados. Com o tempo, percebi que os dados escondem histórias que os olhos humanos não captam — e foi aí que encontrei meu propósito: transformar informação em conhecimento que gera impacto real”, conta. 

A seguir, confira a entrevista completa com o estudante, que fala sobre propósito, tecnologia, aprendizado e o papel da FGV em sua jornada. 

Descoberta do propósito 

Como você descobriu seu propósito profissional? Houve algum momento decisivo nessa jornada? 

Desde criança, sempre gostei de resolver problemas matemáticos e lógicos a partir de dados. Com o tempo, percebi que os dados escondem histórias que os olhos humanos não captam — e foi aí que encontrei meu propósito: transformar informação em conhecimento que gera impacto real. A descoberta da carreira de Cientista de Dados apenas trouxe uma formalização para o desejo que já desenvolvia. 

Quais foram os principais desafios para alinhar seus talentos com seus valores pessoais? 

O maior desafio foi equilibrar técnica e empatia. Como consultor, aprendi que dados e tecnologias sozinhos não resolvem nada — é preciso traduzi-los em linguagem de negócio, conectar pessoas e transmitir informações com confiança. Cada cliente é um universo diferente, e adaptar-se a isso é parte essencial da jornada. 

Tecnologia e transformação profissional 

Como você percebe que a tecnologia está transformando sua área de atuação? 

Vivemos uma revolução silenciosa: a tecnologia deixou de ser uma área de suporte e passou a ser o coração da estratégia das empresas. A Inteligência Artificial — especialmente a generativa (ferramentas como ChatGPT, Gemini, etc.) — está redefinindo o que entendemos por produtividade e criatividade, e transformando radicalmente o papel dos profissionais. Hoje, mais do que nunca, o Cientista de Dados é um conector entre áreas — traduz o operacional para o estratégico, o dado para a decisão e o algoritmo para o resultado. 

Que novas oportunidades surgiram na sua profissão graças às inovações tecnológicas? 

O Cientista de Dados e Inteligência Artificial ocupa hoje um papel central no chamado “Boom da Inteligência Artificial”. Mais do que um perfil técnico, ele se tornou um profissional estratégico, capaz de conectar tecnologia, negócio e propósito. Em um cenário em que os dados são o ativo mais valioso das organizações, dominar as ferramentas de análise e os modelos de aprendizado de máquina é essencial — mas compreender seu impacto ético, econômico e social é o verdadeiro diferencial. 

O papel da FGV 

Como a FGV te ajudou a moldar sua jornada profissional? 

A FGV foi o alicerce da minha formação. A combinação entre Computação, Matemática e Estatística me deu a base analítica necessária para entender os fundamentos da Ciência de Dados e da IA. Mas foi a vivência prática — com as experiências e o contato com professores que atuam no mercado — que me ensinou a agregar valor a partir da teoria. Além disso, a FGV também me mostrou o valor da pesquisa e do pensamento crítico. Aprendi a fazer as perguntas certas, não apenas buscar as respostas mais fáceis. 

Quais habilidades desenvolvidas na FGV foram essenciais para seu sucesso no mercado? 

As habilidades que desenvolvi na FGV foram decisivas para minha atuação no mercado. O contato com tecnologias de ponta — como plataformas em nuvem, algoritmos de aprendizado de máquina e modelos preditivos — me proporcionou uma base técnica sólida e atualizada, em sintonia com as transformações constantes da área. 
Além da formação técnica, destaco as experiências vividas com professores que atuam no mercado e que mostraram, na prática, como transformar pesquisa e teoria em soluções reais e de impacto. O envolvimento em projetos, pesquisas e congressos também foi essencial para despertar minha curiosidade científica, estimular a inovação e fortalecer minha capacidade crítica e colaborativa. 

Presença digital e posicionamento 

De que forma você percebe que é necessário se posicionar no mercado como “influencer” para ser notado? 

Mais do que ser um “influencer”, acredito em ser um eterno influenciado. O conhecimento em tecnologia muda diariamente, e estar atualizado é extremamente importante. Todos os dias, sistemas, plataformas e soluções digitais aplicam IA das mais variadas formas, muitas vezes sem a devida preocupação com a segurança, confiabilidade e responsabilidade sobre os resultados. Acompanhar novas ferramentas e compreender seus impactos éticos e sociais é o que realmente posiciona um profissional como referência. 

Como você equilibra autenticidade e estratégia no seu posicionamento profissional? 

Autenticidade, para mim, é mostrar o processo — não apenas o resultado. No mundo dos dados, ser estratégico significa também ser transparente sobre as premissas, restrições e decisões que moldam uma análise bem fundamentada, capaz de gerar valor e impacto real. Estratégia, nesse contexto, é saber conectar técnica e propósito: compreender o momento certo de aplicar uma solução, traduzir complexidade em clareza e comunicar resultados de forma que façam sentido para diferentes públicos. 

Aprendizado com profissionais experientes 

O que você aprendeu com profissionais mais experientes sobre como sua profissão evoluiu ao longo do tempo? 

Profissionais mais experientes me ensinaram a respeitar a história da tecnologia. As planilhas manuais evoluíram para sistemas automatizados, e hoje a IA é a nova fronteira. Mas a essência continua a mesma: buscar precisão, confiabilidade e agilidade na análise dos dados, apoiando decisões a partir de números. 

A grande mudança é que, hoje, não lidamos apenas com o registro do passado, mas com o poder da previsão. A aplicação de dados históricos em modelos analíticos permite simular cenários futuros e antecipar tendências com velocidade e segurança. 

Nesse cenário de inovação constante, o papel do Cientista de Dados ganhou protagonismo. Ele reúne competências técnicas, visão estratégica e sensibilidade humana — combinação rara que o tornou, de forma quase simbólica, o “unicórnio” da era digital: um profissional singular, capaz de unir ciência, negócio e propósito em uma mesma trajetória. 

Dicas para futuros profissionais 

Que dicas você daria para novos estudantes sobre como construir uma carreira alinhada com propósito? 

Para quem está começando, o mais importante é cultivar a curiosidade. A tecnologia muda, mas a vontade de aprender deve ser constante. Busque entender os fundamentos — estatística, programação, negócios —, mas também o porquê de cada ferramenta e decisão. Quando você entende o valor por trás dos números, sua carreira deixa de ser apenas sobre tecnologia e passa a ser sobre transformação e geração de valor. 

Quais habilidades você acredita que serão indispensáveis para os profissionais do futuro na sua área? 

As habilidades do futuro serão as humanas: pensamento crítico, empatia e ética. Saber usar Inteligência Artificial será essencial; mas compreender quando, por quê e com que responsabilidade aplicá-la será o verdadeiro diferencial. 

Inspiração e propósito 

A trajetória de Almir reflete o espírito da FGV: unir conhecimento técnico e propósito humano para transformar a sociedade. Ao finalizar sua graduação, ele reforça o papel do aprendizado contínuo e do senso ético na construção de carreiras sólidas e impactantes.

Sua história inspira novos estudantes a enxergar a tecnologia não apenas como ferramenta, mas como meio para gerar valor e construir futuros melhores. 

Saiba mais sobre o curso de Ciência de Dados e Inteligência Artificial da FGV EMAp, aqui.

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Dia Mundial das Comunicações 

Dia do Cientista Social 

Dia do Advogado 

Dia do Economista 

Dia do Administrador 

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