Enquanto a Copa do Mundo 2026 aquece debates sobre identidade nacional, imigração e soft power, um aluno da Escola Brasileira de Administração Pública e de Empresas (FGV EBAPE) mostrou que o futebol também pode ser motor de transformação social, figurinha por figurinha.

Gols, rivalidades, títulos. Engana-se quem pensa que o futebol só move a bola no campo. A Copa do Mundo é um dos maiores símbolos de identidade nacional e, para o vestibular da FGV e para o Enem, um dos temas favoritos das bancas examinadoras.

Não é coincidência. A Copa do Mundo 2026, realizada simultaneamente nos EUA, México e Canadá, mobiliza debates que vão muito além das quatro linhas: imigração e mobilidade internacional, soft power e diplomacia cultural, nacionalismo, polarização política e integração regional. Exatamente o tipo de repertório que faz a diferença na prova de humanas e na redação.

É nesse cenário que o projeto Figurinha para Todos ganha um significado ainda mais especial.

Por que o álbum de figurinhas não chega a todo mundo?

O álbum de figurinhas é um ritual de Copa: a fila no papelão da esquina, as trocas no intervalo, a caçada pela figurinha que falta. É cultura, é pertencimento, é memória coletiva. Mas essa experiência, aparentemente simples, não está ao alcance de todas as crianças.

Famílias em situação de vulnerabilidade social raramente conseguem arcar com o custo dos álbuns e pacotinhos, que se acumulam ao longo de semanas de torneio. O resultado é uma exclusão silenciosa de uma das tradições mais democráticas do país.

Foi justamente para mudar esse cenário que nasceu o Figurinha para Todos, iniciativa idealizada por Allan Cohen, aluno da graduação em Administração de Empresas da FGV EBAPE.

O que é o Projeto Figurinha para Todos?

O Figurinha para Todos é um projeto social que arrecada e distribui figurinhas e álbuns da Copa do Mundo para instituições que atendem crianças e jovens em situação de vulnerabilidade. As doações chegam de duas formas:

  • via Pix, para compra de figurinhas e álbuns;
  • pontos de coleta físicos nas cidades de São Paulo e Rio de Janeiro.

Nesta edição, o projeto arrecadou mais de 150 mil figurinhas e mais de 1.800 álbuns, distribuídos a cinco instituições parceiras. Cada álbum entregue representa uma criança que entra no jogo, não só do futebol, mas da experiência coletiva que a Copa proporciona.

Como a FGV EBAPE está por trás disso?

Allan não criou o projeto do nada. Durante a graduação em Administração de Empresas na FGV EBAPE, ele aplicou na prática conceitos fundamentais aprendidos em sala de aula: gestão de projetos, logística, comunicação e estratégia de captação de recursos. A iniciativa cresceu, ganhou estrutura e passou a operar com a profissionalidade de uma organização bem gerida.

Esse é um dos traços mais marcantes do curso de Administração de Empresas da FGV EBAPE: a integração entre teoria e prática desde os primeiros períodos. Localizada no Rio de Janeiro, a Escola forma administradores capazes de atuar tanto no setor privado quanto no público e no terceiro setor, com visão crítica sobre os desafios do país.

O currículo une disciplinas de gestão, economia, finanças e ciências sociais, preparando o estudante para liderar organizações em ambientes complexos. E, como mostra o exemplo de Allan, para criar soluções que fazem diferença na vida real.

Qual a conexão entre a Copa e o vestibular?

A Copa do Mundo 2026 chegou em um momento especialmente rico para quem está se preparando para o vestibular. Os temas que dominam o noticiário do torneio, como imigração, relações internacionais, identidade nacional, soft power e polarização, são exatamente os que bancas como a da FGV e o Enem exploram em suas provas de Humanas e redação.

O projeto Figurinha para Todos dialoga diretamente com esse repertório. Ele toca em desigualdade social, no acesso à cultura como direito, na força do esporte como instrumento de coesão e, ao mesmo tempo, de exclusão. É o tipo de exemplo concreto que enriquece uma argumentação dissertativa ou uma resposta de interpretação de texto.

Em um torneio que debate fronteiras e pertencimento, Allan Cohen criou um projeto sobre pertencimento dentro das fronteiras do próprio país.

Empatia também se aprende

A Copa vai muito além dos jogos. Ela representa cultura, identidade e a capacidade de um evento esportivo de revelar as contradições de uma sociedade. O álbum de figurinhas, nesse contexto, é mais do que um passatempo, representa uma forma de participação.

Ao democratizar o acesso a essa experiência, o Figurinha para Todos reforça valores como empatia, colaboração e cidadania, os mesmos que formam o pano de fundo das redações e das questões de Humanas que os candidatos encontrarão nas provas. É um exemplo de como iniciativas bem estruturadas, nascidas da formação acadêmica, podem gerar transformações concretas.

Para saber mais sobre o Figurinha para Todos, acesse o perfil da FGV no Instagram, clicando aqui.

Para conhecer a graduação em Administração de Empresas da FGV EBAPE, clique aqui.

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