Unir pesquisa e estratégia de negócios pode parecer uma jornada improvável, mas é uma realidade que se concretiza nos percursos trilhados pelos alunos das Escolas da FGV. Hoje, dia 22 de julho, Dia do Cientista Social, celebramos um caminho para um universo de possibilidades, onde a análise, a investigação e a leitura de contextos emergem como um roteiro indispensável para o futuro.
"Não feche portas antes de tentar abri-las. Cada vez mais, existem oportunidades que valorizam diferentes trajetórias e formas de pensar", afirma Diana Rodriguez, egressa do curso de Ciências Sociais da FGV e consultora estratégica.
Diana personifica a dinâmica do mercado contemporâneo, uma realidade que serve de inspiração para você, que hoje se prepara para o vestibular e projeta um futuro de realizações e novas possibilidades.
Cientista social pode trabalhar com estratégia de negócios?
Sim. A formação em Ciências Sociais desenvolve competências cada vez mais valorizadas pelo mercado: capacidade de análise, investigação rigorosa e compreensão profunda de contextos e organizações. Empresas também são organizações sociais, com culturas, estruturas e formas próprias de tomar decisão, e é exatamente por isso que o olhar do cientista social tem espaço crescente em áreas como consultoria estratégica, inteligência de mercado e planejamento corporativo.
Para mostrar como essa conexão funciona na prática, conversamos com [NOME] sobre sua experiência na consultoria estratégica, uma área pouco associada, à primeira vista, às Ciências Sociais.
Confira abaixo a entrevista completa e descubra insights que podem expandir sua percepção sobre o futuro e auxiliar na sua escolha profissional.
• A ideia central do "Dia das Profissões 2026" é mostrar que as profissões podem ir além do óbvio. Em sua experiência dentro das Ciências Sociais, como você acha que sua profissão reflete essa proposta?
Minha trajetória reflete muito essa ideia justamente porque hoje trabalho em uma área que não costuma ser associada às Ciências Sociais: a consultoria estratégica. No meu ambiente de trabalho, a maioria das pessoas vem de formações como Engenharia, Economia ou Administração. Atuo em projetos de planejamento e gestão estratégica para grandes empresas no Brasil e no mundo, ajudando clientes a responder perguntas importantes: como entrar em um novo mercado, lançar um produto ou planejar os próximos cinco ou dez anos. A formação em Ciências Sociais desenvolve uma capacidade de análise, investigação e compreensão de contextos extremamente útil também no mundo corporativo.
• O que significa "pensar fora da caixa" em sua profissão, e como isso pode ser aplicado no dia a dia de forma prática?
Na consultoria estratégica, pensar fora da caixa faz parte do trabalho: nosso papel é ajudar clientes a encontrar novas soluções para desafios que não têm resposta pronta. Trabalhamos em times por projeto, e cada projeto é um universo novo, com uma pergunta, um cliente e uma indústria diferentes. Pensar fora da caixa não é ter uma grande ideia genial de repente; é um processo. É saber fazer boas perguntas, ouvir diferentes pontos de vista, organizar informações e construir uma resposta que faça sentido para aquele contexto.
• Quais oportunidades inesperadas você encontrou na sua carreira que desafiaram o estereótipo da sua profissão?
Quando as pessoas pensam em Ciências Sociais, geralmente associam à carreira acadêmica, à pesquisa e à docência. Esses caminhos são muito importantes, mas não são os únicos. O cientista social aprende a olhar para além da superfície, identificar padrões e questionar explicações simples demais. No mundo dos negócios, isso é muito útil: empresas também são organizações sociais, com culturas, estruturas, incentivos, relações de poder e formas próprias de tomar decisão. Embora pareça um caminho pouco comum, existe uma conexão muito forte entre a minha formação e o que eu faço.
• De que maneira a FGV contribuiu para moldar sua visão de profissão, expandindo suas possibilidades além do convencional?
A FGV tem uma base muito forte em pesquisa, metodologia e pensamento crítico. Desde o início da graduação, fomos estimulados a questionar e buscar boas fontes de informação. A FGV me ensinou a não aceitar a primeira resposta, a investigar com profundidade e a construir argumentos sólidos. Mais do que decorar caminhos prontos, fui formada para saber pensar diante de problemas novos. As aulas tinham bastante troca, debate e construção coletiva do conhecimento, e isso se conecta muito com o que faço hoje, construindo soluções em times e combinando diferentes perspectivas.
• Como a sua profissão pode impactar positivamente a sociedade, indo além dos resultados imediatos e tradicionais?
Em alguns projetos, o impacto é bastante tangível. Ao apoiar uma empresa que quer lançar um novo medicamento no Brasil, por exemplo, a estratégia pode estar conectada ao acesso das pessoas a um tratamento e à chegada de uma inovação ao país. Em outros casos, o impacto é menos imediato: ajudar organizações a tomar decisões melhores, com mais informação e método. Muitas decisões empresariais afetam consumidores, colaboradores, fornecedores e comunidades. Quanto mais bem pensadas forem essas decisões, maior pode ser o impacto positivo.
• Como os jovens podem conectar seus propósitos pessoais às escolhas profissionais, indo além do óbvio e criando um impacto real?
Propósito profissional não precisa estar limitado às atividades formais do cargo. No meu trabalho, temos um grupo de responsabilidade social formado pelos próprios funcionários, que organiza iniciativas todos os meses, além de um grupo de mulheres e ações ligadas à sustentabilidade. Mesmo que a sua função principal não tenha um impacto social evidente, você pode se perguntar: como posso tornar esse ambiente mais alinhado aos meus valores? Conectar propósito e carreira passa por uma postura ativa: propor, engajar pessoas e abrir espaço para temas importantes.
• Que dica você daria a um jovem que está começando sua carreira, buscando uma profissão que esteja alinhada aos seus propósitos, mas que também tenha o poder de superar as expectativas e inovar?
A principal dica é: não feche portas antes de tentar abri-las. Muitas vezes, olhamos para uma área e assumimos que aquele espaço não é para nós. Escolhi Ciências Sociais porque era algo que me interessava profundamente, e o caminho profissional apareceu de uma forma que eu não esperava. Busque algo que faça seus olhos brilharem: quando você tem curiosidade e vontade de aprender, a chance de fazer um bom trabalho é maior, e as oportunidades aparecem. Aproveite ao máximo a faculdade, com iniciação científica, projetos de pesquisa e trocas com alunos de outros cursos. E não assuma que uma porta está fechada só porque ninguém parecido com você passou por ela antes.
Dia das Profissões 2026
O Dia das Profissões 2026 é um convite para você ir além do convencional e construir uma carreira que realmente faça a diferença. Em um Brasil em constante evolução, a capacidade analítica, o pensamento crítico e a leitura de contextos são seus maiores aliados para unir pesquisa e estratégia em qualquer área de atuação.
Ao longo da entrevista completa percebemos que suas experiências podem oferecer perspectivas enriquecedoras, auxiliando na sua jornada de descoberta e na construção de um futuro profissional alinhado com as demandas de um mundo em constante evolução.
Ciências Sociais
No curso de Ciências Sociais da FGV, você encontra o ambiente ideal para desenvolver essas competências, unindo teoria, pesquisa aplicada e análise de dados para compreender os fenômenos sociais, políticos e econômicos que movem o Brasil e o mundo.
A formação prepara profissionais capazes de atuar na academia, no setor público, em organizações da sociedade civil e no mundo corporativo, inclusive em áreas como estratégia de negócios e consultoria.
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