Estar no primeiro período da faculdade não significa ficar preso em sala de aula, conhecendo os primeiros passos do curso, sem aprofundar em assuntos. Um exemplo de que, na FGV, o semestre já começa na prática é a oportunidade de participar de projetos, desafios e atividades que conectam os conteúdos aprendidos em aula a situações reais.
O que você vai ver neste conteúdo?
- Como foi a aula de História da Arte no MASP
- Entrevista com Sofia Gomes, aluna de RI da FGV
- Arte, história e relações de poder: o que isso tem a ver com Relações Internacionais
- Por que aprender diante das obras muda o olhar
- O que essa experiência mostra sobre a graduação em RI da FGV
Em agosto, alunos da graduação em Relações Internacionais da FGV RI participaram de uma aula especial de História da Arte no Museu de Arte de São Paulo, o MASP!
“A arte também é uma forma de entender as sociedades e as relações de poder de determinado período.”
Sofia Gomes, aluna de Relações Internacionais da FGV RI, sobre a aula de História da Arte no MASP
A visita, conduzida pela professora Paula Vedoveli, fez parte do programa de férias de Assistentes de Pesquisa, coordenado por ela e voltado aos alunos do primeiro ano.
Para saber como foi essa experiência, conversamos com a aluna Sofia Gomes, que compartilhou como a visita ao MASP ampliou seu olhar sobre a arte e sua relação com a história, a cultura e as relações de poder.
1. O que te motivou a participar do programa?
Eu já tinha interesse pelo meio acadêmico e pela pesquisa, então a possibilidade de participar de uma assistência de pesquisa logo no primeiro ano me chamou bastante atenção. Queria entender melhor como funciona a produção de conhecimento na universidade, além de desenvolver habilidades de pesquisa, escrita e análise de documentos. Também foi uma oportunidade de aprofundar meu contato com um tema que já despertava meu interesse.
2. O que você esperava de uma aula de História da Arte no MASP antes da visita?
Antes da visita, eu imaginava que seria uma aula mais tradicional, só que dentro do museu. Esperava aprender sobre algumas obras e seus contextos históricos, mas não tinha muita noção de como estar fisicamente diante delas poderia mudar a experiência de aprendizado.
3. Como foi vivenciar uma aula dentro do museu, diante das próprias obras, fora da rotina da sala de aula?
Foi uma experiência muito diferente justamente porque as obras deixaram de ser apenas imagens que aparecem em qualquer slide livro. Estar diante delas me permitiu observar detalhes que talvez passassem despercebidos em uma aula convencional. Além disso, a discussão que a professora Paula fez com que a gente não olhasse simplesmente para as obras, mas tentasse entender por que elas foram produzidas, o contexto em que estavam inseridas e o que buscavam representar.

4. Teve alguma obra ou momento da visita que mais te marcou? Por quê?
Mais do que uma obra específica, o que mais me marcou foi perceber que uma mesma obra que eu conhecia a anos poderia ser tão diferente a partir do momento em que você conhece a história por trás dela. Algumas coisas que antes pareciam apenas escolhas estéticas passaram a ter um significado maior quando entendemos o contexto, o propósito do artista e aquilo que a obra representava. Foi esse processo de descobrir o que existe por trás do que estamos vendo que mais me marcou.
5. O que mudou na sua forma de olhar para as obras depois das discussões com a professora Paula Vedoveli?
Acho que passei a olhar para uma obra muito menos como algo simplesmente “bonito” ou “feio”. Antes, minha atenção estava muito mais voltada para aquilo que eu conseguia enxergar imediatamente. Depois das discussões, comecei a pensar principalmente no contexto histórico, na finalidade da obra e naquilo que ela estava tentando comunicar. Isso tornou a experiência de observar arte muito mais interessante e completa.
6. Que conexões você conseguiu fazer entre arte, história e os temas que você estuda em Relações Internacionais?
Consegui perceber que a arte também é uma forma de entender as sociedades e as relações de poder de determinado período. As obras carregam valores, ideias, identidades e visões de mundo, e por isso podem ajudar a compreender contextos históricos que também influenciam as relações entre sociedades e Estados. Para alguém que estuda Relações Internacionais como eu, é interessante ter essa percepção porque mostra que a política e a história não estão separadas da cultura e das formas como as sociedades se representam.
7. O que uma experiência como essa acrescenta à formação de um estudante de RI?
Acho que amplia a nossa visão sobre o que significa estudar Relações Internacionais. RI não envolve apenas política externa, economia ou relações entre Estados. Também é necessário entender sociedades, culturas, identidades e os diferentes contextos históricos que formam o mundo em que vivemos. Uma experiência como essa ajuda a desenvolver justamente esse olhar mais amplo e interdisciplinar.
8. O que você aprendeu durante a visita que talvez não aprendesse da mesma forma em uma sala de aula?
Aprendi principalmente a observar. Em uma sala de aula, é muito fácil receber uma interpretação pronta sobre uma obra e simplesmente absorvê-la. No museu, estando diante dela, você primeiro observa, cria suas próprias impressões e depois consegue relacioná-las com o que está sendo discutido. A experiência também tornou muito mais concreto aquilo que estávamos aprendendo, porque era a própria obra bem na nossa frente.
9. Participar dessa experiência no primeiro ano mudou alguma expectativa que você tinha sobre a graduação? Como?
Sim. Acho que eu tinha uma visão um pouco mais limitada de como seria a parte acadêmica da graduação. A assistência de pesquisa já tinha me mostrado que existiam possibilidades de aprofundamento acadêmico desde o primeiro ano, e a visita ao MASP reforçou isso de outra maneira. Percebi que a graduação poderia proporcionar experiências muito diferentes entre si e que aprender RI também envolve sair da sala de aula e entrar em contato com outras áreas e formas de conhecimento.
10. Se você pudesse resumir essa experiência para alguém que está pensando em estudar Relações Internacionais na FGV, o que diria?
Eu diria que uma das coisas mais interessantes de estudar Relações Internacionais é perceber que o curso não se limita ao que normalmente imaginamos quando pensamos em política internacional. Experiências como a assistência de pesquisa e a visita ao MASP mostram que a graduação também envolve curiosidade, pesquisa, história, cultura e diferentes formas de interpretar o mundo. Para mim, foi uma experiência que tornou o primeiro semestre muito mais concreto e mostrou que existe muito mais para aprender quando a gente sai daquilo que está acostumado a enxergar.

O que essa aula mostra sobre a graduação em Relações Internacionais da FGV?
A aula no MASP evidencia três características da formação em Relações Internacionais na FGV RI: o aprendizado prático, a interdisciplinaridade e a iniciação à pesquisa.
A visita incentivou nossos alunos a desenvolverem um olhar mais crítico sobre as sociedades e as diferentes formas de interpretar o mundo. Ficou com vontade de viver essa experiência?
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