Escolher um curso de graduação é apenas o primeiro passo da jornada universitária. Para quem busca ir além da sala de aula e deseja desenvolver um olhar crítico e inovador sobre a realidade, a Iniciação Científica (IC) surge como um dos maiores diferenciais competitivos. 

Na FGV, a pesquisa não é algo restrito aos laboratórios ou livros antigos; ela é viva, pulsante e conectada aos problemas reais da sociedade e do mercado. Mas, na prática, como funciona? Como conciliar com a rotina? E quais as vantagens reais para a carreira? 

Para responder a essas perguntas, conversamos com quem entende do assunto em duas frentes: a visão de quem pesquisa e a de quem orienta. Confira abaixo o bate-papo exclusivo com a aluna Lara Dalese (FGV Comunicação) e com a professora Rogiene Santos (FGV EAESP), coordenadora de Iniciação Científica da Escola
 

A voz do aluno: a experiência de Lara Dalese 

Lara é aluna da FGV Comunicação, pesquisadora e bolsista PIBIC. Ela compartilha como a curiosidade a levou a investigar um tema extremamente atual: os vieses de gênero nas inteligências artificiais. 

1. O despertar para a pesquisa: o que motivou você a buscar a iniciação científica logo na graduação e como foi o processo para escolher o seu tema de estudo dentro da FGV? 

Lara Dalese: Senti motivação para fazer iniciação científica porque vi como uma oportunidade para descobrir novos gostos e um possível caminho que eu poderia seguir profissionalmente, se gostasse. Para o meu tema de estudo, vi dentre os vários disponíveis dentro da grade e selecionei o que estava mais alinhado com o meu perfil. Esse é um enorme benefício da FGV inclusive, tem pesquisa e professores pesquisando sobre todos os assuntos possíveis. O meu preferido (e escolhido) foi sobre vieses de gênero em assistentes virtuais. 

2. Rotina e vantagens práticas: Na prática, como a iniciação científica transformou a sua rotina acadêmica e quais são as principais vantagens competitivas que você percebe em relação à sua formação profissional? 

Lara Dalese: Na Iniciação Científica pude desenvolver uma postura mais investigativa diante de certos temas, com atenção à leitura e conseguindo ser mais crítica com o que eu mesma produzia. Em termos de vantagens competitivas pra minha formação profissional, a iniciação científica me permitiu desenvolver habilidades e conhecimentos que vão além do conteúdo das aulas, como um maior pensamento analítico, capacidade de argumentação e escrita acadêmica, por exemplo. 
 

✋ Segura um segundo: uma dica que pode mudar seus estudos! 

Essa postura investigativa que a Lara mencionou pode ser potencializada com técnicas estruturadas de organização do conhecimento, como o método de Commonplace Book. Ao registrar insights, referências e ideias ao longo da pesquisa, o estudante constrói um repertório sólido e acessível — essencial tanto para a iniciação científica quanto para uma trajetória acadêmica mais consistente. Nesse contexto, aprofundar-se em práticas que organizam e potencializam o aprendizado faz toda a diferença. Para entender melhor como aplicar essa estratégia nos estudos, vale conferir o conteúdo completo clicando aqui!

E, para dar o próximo passo e explorar como esse preparo se conecta à vivência acadêmica, também recomendamos este outro conteúdo do Blog sobre a importância da Iniciação Científica nos cursos de Graduação, com dicas práticas para ingresso, clique aqui.

3. Apoio e fomento (a bolsa): um ponto importante para muitos estudantes é o suporte financeiro. Como funciona a estrutura de apoio ao pesquisador iniciante no seu caso? Você conta com bolsa de estudo e qual a importância desse auxílio? 

Lara Dalese: Ao longo da minha primeira iniciação científica, contei com a bolsa oferecida pela própria FGV. O auxílio não foi o principal motivo que me levou a buscar a iniciação científica porque o meu interesse estava muito mais relacionado à experiência acadêmica e à oportunidade de desenvolver pesquisa, mas, a bolsa acabou sendo de grande ajuda (em um sentido que eu nem tinha pensado antes). 

4. Teoria x Prática: muitas vezes a pesquisa parece algo muito abstrato. Você consegue dar um exemplo de como o que você investiga na iniciação científica se aplica a problemas reais da sociedade ou do mercado de trabalho? 

Lara Dalese: Acho que um exemplo claro é o tema da minha pesquisa, que analisa vieses de gênero em assistentes virtuais, como a Alexa, um sistema que interage diariamente com milhões de pessoas. Não só ela mas diversas outras IAs e AVIs são frequentemente programadas com vozes femininas e comportamentos associados a papéis de cuidado, o que pode acabar reforçando estereótipos de gênero na forma como a tecnologia é usada. Estudar isso me ajudou a entender como decisões aparentemente técnicas podem reproduzir padrões. 

5. O diferencial FGV para o vestibulando: para quem está prestando o vestibular agora, por que a iniciação científica na FGV deve ser considerada um diferencial? 

Lara Dalese: A iniciação científica na FGV é um diferencial porque faz com que o aluno participe da produção de conhecimento desde cedo. A gente não fica só aprendendo teoria, mas também investiga problemas reais e MUITO atuais. Essa experiência desenvolve absurdamente o pensamento crítico e prepara tanto para a carreira acadêmica quanto para o mercado de trabalho. 
 

A voz do especialista: a visão da professora Rogiene Santos 

Docente na FGV EAESP, a professora Rogiene atua na mentoria e orientação de novos talentos, destacando como a pesquisa molda profissionais mais autônomos e preparados. 

1. A pesquisa como diferencial de formação: na sua visão como docente, de que maneira a iniciação científica transforma o perfil de um aluno de graduação? 

Rogiene Santos: A iniciação científica transforma o aluno porque o coloca na posição de produtor de conhecimento, e não apenas de receptor. Assim, ele aprende a formular perguntas, analisar dados e tomar decisões com base em evidências. Isso desenvolve pensamento crítico, autonomia e capacidade analítica, competências muito valorizadas no mercado e na academia. 

2. O papel do orientador e a mentoria: como funciona o processo de mentoria na FGV e como esse contato acelera o desenvolvimento de competências? 

Rogiene Santos: Na FGV, o aluno tem a possibilidade de desenvolver pesquisa científica (PIBIC) com um professor pesquisador, em um processo próximo de mentoria. Esse contato acelera o aprendizado, pois o estudante vivencia como problemas são estruturados e resolvidos na prática. Além disso, desenvolve habilidades como organização, comunicação e análise, competências que também são valorizadas pelo mercado. 

3. Fomento e viabilidade: do ponto de vista institucional, como enxerga a importância das bolsas (FGV, CNPq, FAPERJ, etc.) para garantir que talentos consigam produzir ciência? 

Rogiene Santos: As bolsas são fundamentais para permitir que o aluno se dedique à pesquisa com qualidade. Na FGV, o aluno de PIBIC pode ter bolsa da própria FGV ou do CNPq. Essas bolsas são essenciais para incentivar talentos e fortalecem a formação de futuros pesquisadores e profissionais qualificados. 

4. Impacto social e de mercado: como as pesquisas desenvolvidas hoje na FGV dialogam com os desafios reais do Brasil? 

Rogiene Santos: As pesquisas desenvolvidas na FGV estão conectadas a problemas reais, especialmente porque os alunos são incentivados a pensar problemas de pesquisa que estejam alinhados aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). Isso garante que o conhecimento produzido tenha aplicação prática e contribua para decisões mais qualificadas no setor público e privado. 

5. O perfil do pesquisador do futuro: por que escolher a FGV como ponto de partida para uma trajetória de inovação? 

Rogiene Santos: A FGV oferece um ambiente que integra ensino, pesquisa e prática. O aluno desenvolve a capacidade de investigar problemas, pensar criticamente e propor soluções, habilidades essenciais para quem quer gerar impacto. Aqui, trabalhamos para que o aluno tenha uma excelente experiência de pesquisa! 
 

Sua jornada científica começa aqui 

Como vimos, a Iniciação Científica na FGV é muito mais do que um projeto acadêmico: é a oportunidade de se tornar um protagonista na solução de problemas complexos, contando com suporte financeiro e mentoria de excelência. 

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