Já imaginou aprender sobre liderança, trabalho em equipe e gestão de crises não em uma sala de aula, mas a 5.895 metros de altitude? É exatamente isso que acontece na Expedição Kilimanjaro, uma das experiências mais marcantes oferecidas pela graduação em Administração Pública da FGV EPPG.

Acsa Alves e Souza de Oliveira viveu essa aventura e voltou transformada. Neste post, ela compartilha como essa jornada desafiadora conectou teoria e prática de um jeito que nenhum livro conseguiria fazer.

aluna se preparando para a expedição

Por que escalar uma montanha durante a graduação?

A Expedição Kilimanjaro não é só uma aventura radical (embora também seja!). Ela faz parte do pilar de "formação integral global" do curso de Administração Pública da FGV EPPG, que acredita que líderes públicos precisam de mais do que conhecimento técnico.

alunos subindo a montanha

"Estava ciente dos desafios que enfrentaria, mas considerando o aprendizado e que esta experiência seria um exercício de autoconhecimento, decidi enfrentar as dificuldades", conta Acsa sobre sua motivação inicial.

E os desafios começam bem antes da subida. Os estudantes precisam organizar tudo: arrecadar recursos, buscar patrocínios, definir roteiros, reservar hotéis e cuidar de toda a logística. Cada um assume tarefas específicas, como em um verdadeiro projeto de gestão pública.

Liderança na prática: quando teoria vira realidade

Durante a expedição, os estudantes se revezam no papel de "chefe do dia". Parece simples no papel, mas na montanha tudo muda.

Acsa viveu isso intensamente quando precisou liderar justamente no dia em que passou mal durante a caminhada. "Foi necessário considerar as diferentes condições físicas dos integrantes e também renunciar meu lugar de chefe, colocando minha subchefe para assumir quando eu não podia mais", relembra.

alunos no alto da montanha

Essa experiência trouxe aprendizados valiosos sobre:

Gestão de crises: Quando colegas passaram mal, foi preciso tomar decisões rápidas em contexto de risco, incluindo a difícil escolha de desistir do pico.

Coordenação de equipe: Ajustar o ritmo do grupo para que todos chegassem juntos ao destino, colocando à frente quem tinha mais dificuldade.

Comunicação efetiva: Com recursos limitados (tempo, energia física, variações climáticas), a comunicação clara era essencial para a segurança de todos.

Tomada de decisão: Ajustes de rota durante a trilha exigiram avaliação de riscos e alinhamento entre os membros, como na gestão de políticas públicas.

O momento que mudou tudo

Às 1h da manhã do penúltimo dia, o grupo saiu do Acampamento Barafu (4.673m) rumo ao Stella Point (5.756m). Nove horas de subida, ganhando mais de 1.000 metros de altitude, enfrentando enjoo, dor de cabeça e fraqueza muscular.

"Eu estava absurdamente cansada e, se prestasse atenção apenas em meu corpo, acharia que não conseguiria seguir. Mas já estávamos ali, faltava tão pouco", conta Acsa.

A solução? Andar devagar. Muito devagar. Encontrar seu próprio ritmo, mesmo que diferente do grupo.

"Avisei meu professor que seguiria mais devagar, porque era assim que eu sabia que chegaria. Ao chegar ao pico, não contive as lágrimas. Era exaustão misturada com emoção."

alunos subindo a montanha

Essa experiência ensinou sobre a resiliência do corpo, do coração e da mente. E sobre algo fundamental para qualquer carreira: cultivar um espírito paciente e resiliente.

O que isso tem a ver com sua futura carreira?

Muito. Acsa descobriu que grandes objetivos não são alcançados apenas por capacidade técnica ou intelectual. Constância, paciência, discernimento de valores pessoais e respeito ao próprio ritmo são igualmente importantes.

"Em ambientes profissionais, haverá momentos de pressão e exaustão onde a decisão mais acertada será encontrar um ritmo sustentável para entregar resultados de qualidade", reflete.

Essa consciência se aplica também à trajetória profissional como um todo. Nem sempre será possível assumir muitas responsabilidades simultaneamente para "acelerar o passo". Às vezes, é preciso focar em etapas específicas.

Mais que uma montanha: um diferencial na formação

A Expedição Kilimanjaro torna o estudante mais consciente dos desafios da vida profissional. Colocá-lo em situações de desafio real, onde precisa atuar como líder ou liderado, ajuda a:

  • Reconhecer limites, fragilidades e pontos de melhoria
  • Identificar forças e potencialidades
  • Desenvolver a capacidade de observar os pares
  • Oferecer e receber feedbacks de forma madura
  • Aprender a delegar tarefas efetivamente

Vale a pena encarar o desafio?

Para quem está pensando em participar, o conselho de Acsa é claro: "Para além de uma preparação física responsável, o estudante precisa se preparar emocionalmente, cultivando uma mentalidade de resiliência, humildade e disposição para aprender com outras pessoas."

E se ela pudesse resumir a expedição? "Tão importante quanto disciplinar o corpo é disciplinar o pensamento e domar o coração."

Durante os dias de caminhada, escolher conscientemente pensar em coisas boas e positivas foi fundamental para manter a constância. Um aprendizado que vai muito além da montanha.

Pronto para sua próxima aventura?

A graduação em Administração Pública da FGV EPPG oferece uma formação que vai muito além das salas de aula. Se você busca uma experiência educacional completa, que desenvolve não apenas suas habilidades técnicas, mas também sua capacidade de liderança, resiliência e trabalho em equipe, esse pode ser o lugar certo.

Afinal, como diz Acsa: às vezes é preciso escalar uma montanha para descobrir do que você é realmente capaz.


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