O vestibular da Fundação Getulio Vargas não é apenas uma porta de entrada para um curso de excelência. Para os jovens vestibulandos, ele também representa um ponto de partida para um futuro de crescimento e descoberta no mundo do empreendedorismo.
Mais do que um simples acesso ao conhecimento acadêmico, a FGV oferece um ambiente fértil para aqueles que querem ir além, transformar suas ideias em soluções inovadoras e impactar positivamente a sociedade.
A história de jovens como Maria Eduarda Vitiello Teixeira e Letícia Morais Vieira, alunas de administração da FGV EAESP, é um excelente exemplo de como o espírito empreendedor pode florescer dentro e fora das salas de aula, especialmente quando o foco está na criação de um impacto real no mundo.
Como a experiência pessoal pode auxiliar na jornada empreendedora
Para Letícia Morais Vieira, sua jornada empreendedora começou de maneira simples, ainda na adolescência. Aos 12 anos, ela começou a produzir e vender slimes, aproveitando a popularidade do brinquedo na época. Usando as redes sociais para divulgar seus produtos, Letícia já estava, sem saber, praticando as habilidades de um empreendedor de sucesso: criação, atendimento ao cliente, divulgação e até mesmo entrega. No entanto, foi uma experiência pessoal muito desafiadora que realmente a fez entender o que significava ser uma empreendedora com um "propósito".
Em 2021, aos 15 anos, a aluna foi diagnosticada com leucemia, enfrentando não apenas o impacto físico do tratamento, mas também os desafios emocionais que envolvem a doença, tanto para o paciente quanto para suas famílias. Durante esse período, ela percebeu que as famílias das crianças com câncer careciam de apoio psicológico especializado.
"Quando passei pela minha própria experiência de doença, eu percebi a enorme falta de suporte psicológico para as famílias de crianças em tratamento oncológico. Foi aí que a Gradatim nasceu, como uma forma de transformar essa dor em algo positivo e útil para outras pessoas."
Esse sentimento de negligência emocional foi o que deu origem à Gradatim, uma plataforma que oferece acolhimento e suporte psicológico para essas famílias. Ao entrar na Liga de Empreendedorismo da FGV, Letícia encontrou o ambiente ideal para transformar sua vivência pessoal em um projeto real, combinando inovação social e "propósito" com ferramentas e metodologias adquiridas no universo acadêmico da FGV.
Por outro lado, Maria Eduarda Vitiello Teixeira teve uma vivência diferente, mas igualmente transformadora. Desde a infância, a aluna esteve imersa em um ambiente empreendedor, sendo filha de pais que tinham seus próprios negócios. Com menos de oito anos de idade, ela já estava vendendo os livros que seu pai havia lido no condomínio, uma atitude que revelava seu espírito empreendedor precoce.
"Eu sempre fui fascinada por negócios. Desde criança, observava meus pais empreendendo, e isso despertou em mim uma curiosidade e um desejo muito forte de também criar algo que fosse meu."
Aos 13 anos, criou sua primeira marca de joias, e aos 15, montou seu primeiro brechó online. O aprendizado veio com o tempo e, aos 19 anos, Maria Eduarda desenvolveu uma inteligência artificial (IA) capaz de sugerir peças de seu bazar com base no evento ou estilo do usuário.
Maria Eduarda, com 20 anos, está mais focada do que nunca em empreender com um objetivo ainda mais fortalecido, buscando criar um ecossistema onde as pessoas possam se reconectar com experiências profundas e humanas, algo que, ela percebeu, está faltando na sociedade atual, cada vez mais digitalizada e desconectada.
Sua visão é simples, mas poderosa: criar experiências transformadoras e de conexão verdadeira entre as pessoas, algo que vai além de “mais um aplicativo”, mas uma ferramenta que realmente impacta a vida das pessoas de forma significativa.
Transformando ideias em soluções concretas: O impacto do empreendedorismo social
A criação de um negócio baseado em uma vivência pessoal não é tarefa fácil, e esse foi um grande desafio para Letícia. A ideia da Gradatim nasceu da dor de ver famílias de crianças com câncer enfrentando não apenas o sofrimento físico, mas também a falta de apoio emocional durante o tratamento. Para transformar essa dor em uma solução concreta, Letícia precisou não apenas validar sua ideia, mas também estruturar seu projeto de maneira sólida.
"O maior desafio foi transformar uma dor pessoal em algo estruturado e que pudesse ser escalável, além de entender o que as famílias realmente precisavam."
Ela passou por um processo de validação de hipóteses e de entender profundamente o que os usuários (no caso, as famílias) realmente precisavam. Foi durante sua experiência no processo de trainee da Liga de Empreendedorismo da FGV que ela obteve as ferramentas necessárias para tornar sua ideia uma realidade, chegando até a vencer um pitch e garantir sua confiança para seguir com o desenvolvimento da Gradatim.
Maria Eduarda, por sua vez, também se deparou com um grande desafio: criar algo genuinamente humano em um mundo cada vez mais orientado pela tecnologia. Sua experiência levou-a a perceber que, em um mundo hiperconectado, as pessoas muitas vezes se sentem distantes umas das outras, com dificuldades em encontrar momentos significativos de conexão. A sua missão, portanto, não é apenas criar mais uma plataforma, mas uma que ofereça experiências memoráveis, criativas e que proporcionem uma verdadeira reconexão com os outros e com o próprio ser. "Em um mundo onde todos estão conectados digitalmente, eu quero criar uma plataforma que promova uma conexão mais profunda e autêntica, onde as pessoas possam encontrar significado e propósito nas interações."
Da sala de aula ao empreendedorismo: FGV EAESP na condução do processo
O ambiente da FGV foi fundamental para o desenvolvimento tanto do projeto de Letícia quanto de Maria Eduarda. A instituição não apenas ofereceu a elas as ferramentas teóricas, mas também o suporte prático necessário para que seus projetos se tornassem realidades tangíveis. Para Letícia, a Liga de Empreendedorismo da FGV foi o ponto de virada.
"A FGV me deu as ferramentas e a confiança para transformar uma ideia que parecia muito pessoal em um projeto com potencial de gerar impacto real para outras pessoas."
Ela teve acesso a metodologias, ferramentas e um grupo de mentores e colegas que a ajudaram a estruturar e validar seu projeto. A FGV proporcionou-lhe o espaço ideal para aplicar suas ideias em um ambiente controlado e seguro, onde ela pôde testar hipóteses, aprender com os erros e refinar sua solução. Além disso, o contato com pessoas que compartilhavam sua visão empreendedora ajudou Letícia a consolidar seu "propósito" de forma mais clara e sólida.
Maria Eduarda compartilha uma experiência semelhante, destacando como a FGV a ajudou a ampliar sua visão sobre empreendedorismo. A troca de experiências e o networking com colegas, professores e mentores a ajudaram a pensar no empreendedorismo como algo que vai além de uma prática de negócios, mas como uma ferramenta poderosa para gerar impacto social, econômico e cultural. Para Maria Eduarda, a FGV foi essencial para "tirá-la da caixa" e incentivá-la a pensar grande, a construir algo com propósito e a ter coragem de executar projetos ousados e transformadores.
Veja as dicas das alunas jovens empreendedoras Letícia e Maria Eduarda
Um dos maiores aprendizados que Letícia compartilha é que, por mais forte que seja o "propósito", é necessário agir e executar. "Não basta ter uma boa ideia. Você precisa ser capaz de estruturar, testar e refinar a sua solução." Ela aprendeu que é preciso estruturar, testar e refinar o que se deseja entregar ao mundo. O empreendedorismo, por mais que seja movido por um "propósito" profundo, exige planejamento, execução e muita paciência. Letícia também ressaltou que ninguém empreende sozinho e que ter um time de parceiros que compartilham a visão é crucial para o sucesso.
Maria Eduarda, por sua vez, viu no empreendedorismo uma oportunidade de autoconhecimento. Ela destacou que, ao empreender, você é desafiado a confrontar seus medos, limitações e inseguranças, algo que acaba tornando o processo de empreender mais pessoal e transformador.
"Empreender me ensinou que, no fim, é um processo de autodescoberta. A cada desafio superado, você cresce como pessoa e como empreendedor."
Sua principal lição foi que não basta ter uma grande ideia: é necessário alinhar a visão com a ação para garantir que a ideia se torne algo real e que tenha um impacto duradouro.
FGV: uma incubadora de ideias
A FGV não é apenas um local de aprendizado acadêmico; ela é uma incubadora de ideias, talentos e empreendedores com "propósito". A experiência de Letícia e Maria Eduarda demonstra que, com a ajuda da FGV, é possível transformar desafios pessoais em oportunidades de "impacto" social, econômico e cultural. Se você é um vestibulando com o desejo de empreender, lembre-se que, além de adquirir o conhecimento técnico, é fundamental cultivar um "propósito" que mova suas ações e ajude a transformar o mundo ao seu redor.
Com o apoio da FGV, você não apenas aprenderá as ferramentas e estratégias necessárias para criar um negócio de sucesso, mas também terá a chance de desenvolver uma visão empreendedora que pode impactar positivamente a sociedade. O futuro está cheio de possibilidades – e com a FGV, você pode ser a próxima história de sucesso.