A realidade dos jovens de Guaianazes, no extremo leste da capital paulista, ainda é marcada pela falta de oportunidades, seja para trabalhar ou estudar. O distrito de São Paulo fica a 40 quilômetros do centro da cidade. Uma distância geográfica e social que Thales Vieira, de 24 anos, conheceu bem na infância e adolescência, e que hoje já não faz mais parte da rotina. O paulistano, que sempre estudou em escola pública, foi aprovado em uma bolsa de estudos integral na Escola de Administração de Empresas de São Paulo (FGV EAESP), em 2015, no curso de Administração Pública, e viu a vida se transformar nos últimos cinco anos. Thales, hoje, é analista de Políticas Públicas no Ifood e segue estudando, agora no mestrado na FGV EAESP.

“O fundo de bolsas foi essencial para a minha trajetória, tanto profissional quanto de vida pessoal, e teve um impacto em toda a minha família. Mudou completamente o ser humano que eu sou hoje em dia, tanto por ter acesso a uma educação de qualidade, ter acesso a oportunidades, tanto no Brasil quanto fora do país, para estudar políticas públicas”.

Estudante Thales na FGV EAESP

A paulista Tânia Otho, de 25 anos, também teve a trajetória transformada pela educação. Estudante de escola pública na infância e adolescência em Itapecerica da Serra, na região metropolitana de São Paulo, ela conseguiu uma bolsa integral na FGV EAESP em 2015, e começou a cursar Administração Pública. E foi assim que teve início a jornada que transformou a sua vida. “A FGV abriu o meu horizonte. Ela me deu condição para que eu conseguisse entrar em empresas de relevância. O nosso currículo aqui, a nossa formação, é muito ampla.”

Hoje, Tânia é analista de Projetos e Processos no Itaú e segue se destacando no mercado de trabalho. “Durante a graduação, eu tive várias oportunidades no mercado de trabalho, e que vem me gerando essas oportunidades ainda hoje.”

Estudante Tania na FGV EAESP

O fundo de bolsas da FGV EAESP foi criado em 1965 e garante cobertura de 20% a até 100% da mensalidade, oportunidade de pagamento de intercâmbio, moradia, material escolar, alimentação e transporte. As bolsas estão disponíveis para alunos da graduação e pós-graduação. Na FGV EAESP, onde o Thales e a Tânia estudaram, cerca de 30% dos alunos de graduação são bolsistas.

Para a FGV, o fundo de bolsas amplia o conhecimento e a transformação da sociedade em um ambiente mais justo, igualitário e humano. Para os estudantes, é um farol que guia para um futuro de esperança e sucesso. O Thales resume bem esse sentimento.

“Não se deixe limitar pelas dificuldades do dia. Existe muito potencial na periferia, existem muitas pessoas talentosas e inteligentes. E eu acredito que se a gente se arriscar, se a gente se colocar à disposição dessas oportunidades, a gente só tem a ganhar”.

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