Quem estuda para o Enem e decide tentar o Vestibular FGV quase sempre fica na dúvida: será que a redação funciona igual? Spoiler: quase! Mas a boa notícia é que adaptar sua preparação é mais simples do que parece. Por isso, convidamos a equipe do FGV Ensino Médio para compartilhar dicas de como se preparar para essa parte da prova.
A redação do Vestibular FGV é uma dissertação argumentativa, aplicada em prova única e válida para todos os cursos:
- Direito;
- Economia;
- Relações Internacionais;
- Administração;
- Matemática Aplicada;
- Ciência de Dados e Inteligência Artificial;
- Ciências Sociais;
- Administração Pública;
- Comunicação Digital.
Não existe redação diferente por curso. O texto deve ter entre 20 e 30 linhas e não exige proposta de intervenção, diferentemente do Enem.
O que você vai encontrar nesta matéria:
- O que é a redação do Vestibular FGV e para quais cursos vale
- O que a redação da FGV tem em comum com o Enem
- As diferenças que mais impactam quem já estuda para o Enem
- Como funcionam os textos motivadores na FGV e por que isso muda sua preparação
- O sistema de pontuação e os critérios de correção
- Regras formais que você precisa conhecer antes da prova
O que é a redação do Vestibular FGV?
O Vestibular FGV utiliza a mesma redação para todos os candidatos, independentemente do curso escolhido. Isso significa que os critérios de correção são idênticos para quem quer cursar qualquer graduação oferecida.
Redação FGV x Enem: o que é igual?
Apesar das diferenças, os dois exames compartilham características importantes:
- Mesmo gênero textual: dissertação argumentativa em prosa, com defesa clara de um ponto de vista.
- Parte de textos motivadores fornecidos na prova.
- Dois critérios avaliados separadamente remetem à mesma lógica das competências do Enem: domínio da norma culta de um lado, capacidade de articulação e argumentação de outro.
- Fuga total ao tema e desrespeito ao tipo dissertativo-argumentativo zeram a redação nos dois exames.
- O rascunho não é considerado na correção, somente o texto definitivo, transcrito na folha própria.
Redação FGV x Enem: o que é diferente?
1. Não se exige proposta de intervenção
Este é o ponto que mais gera insegurança em quem tem como base o Enem. No Enem, a proposta de intervenção é uma competência inteira, valendo 20% da nota. No Vestibular FGV, essa exigência não existe: o objetivo é sustentar bem uma tese, não apresentar uma solução para o problema discutido.
2. Direitos Humanos não é critério autônomo de correção
No Vestibular FGV, o tema de direitos humanos pode aparecer como conteúdo, mas não é avaliado como eixo separado. No Enem, desrespeitar princípios de direitos humanos na proposta de intervenção penaliza diretamente a nota.
3. Sistema de pontuação diferente
A nota da redação FGV é composta por três critérios com pesos distintos:
- Adequação ao tema e à estrutura (peso 4)
- Capacidade de articulação e argumentação (peso 3)
- Domínio da norma gramatical e do léxico (peso 3)
Esse sistema substitui a lógica das cinco competências de 0 a 200 pontos usada no Enem.
4. Trabalha com faixa de linhas obrigatória e mais curta.
O texto precisa ter entre 20 e 30 linhas. Ficar fora dessa faixa, para mais ou para menos, significa que a redação não é corrigida e recebe nota zero direto, sem gradação. É uma regra bem mais rígida que a do Enem, onde só textos muito curtos (até 7 linhas) são automaticamente zerados.
Como os textos motivadores funcionam na FGV e por que isso muda como você deve estudar?
No Enem, os motivadores costumam ser fontes institucionais e dados (IBGE, Ipea, infográficos, reportagens ) que informam sobre um problema social a ser enfrentado.
No Vestibular FGV, os motivadores costumam ser artigos de opinião assinados com teses explicitamente opostas sobre o mesmo assunto. Exemplos: um texto defendendo o fim de determinada jornada de trabalho e outro defendendo sua manutenção; um defendendo liberdade de expressão irrestrita e outro defendendo limites.
Por isso, os temas do Vestibular FGV costumam vir formulados como pergunta direta ou dicotomia explícita (“é correto abolir [...]?”, “é absoluta ou deve ter limites?”, “prós e contras”), diferente do Enem, onde o tema é uma frase que nomeia um problema social a ser desenvolvido.
Implicação prática: vale praticar a leitura de colunistas com posições opostas sobre o mesmo tema e preparar-se para tomar partido claro dentro de um debate já polarizado, não descrever um problema e propor uma solução, como no Enem.
Regras formais da redação do Vestibular FGV
- ✅ Caneta azul ou preta (o Enem exige apenas caneta preta)
- ❌ Proibido usar lápis, lapiseira, corretivo líquido ou borracha
- 📝 Título é recomendado, mas não obrigatório
- 📄 É obrigatório transcrever a redação na folha definitiva (o espaço de rascunho não é corrigido)
Perguntas frequentes sobre a redação do Vestibular FGV

- A redação do Vestibular FGV exige proposta de intervenção?
Não. Diferentemente do Enem, o Vestibular FGV não exige proposta de intervenção. O objetivo é sustentar uma tese com argumentação sólida.
- Quantas linhas deve ter a redação do Vestibular FGV?
Entre 20 e 30 linhas. Textos fora dessa faixa recebem nota zero automaticamente.
- A redação do Vestibular FGV é diferente para cada curso?
Não. A redação é a mesma para todos os candidatos, independentemente do curso escolhido.
- Qual a diferença entre os critérios de correção da FGV e do Enem?
O Enem usa cinco competências de 0 a 200 pontos cada. A FGV usa três critérios com pesos distintos: adequação ao tema (peso 4), articulação e argumentação (peso 3) e domínio gramatical e do léxico (peso 3).
Agora que você já sabe exatamente o que a FGV espera da sua redação, é hora de colocar em prática. Treine, ajuste sua argumentação e esteja pronto porque as inscrições para o Vestibular FGV abrem no dia 27 de julho! Dica: aproveite a plataforma FGV Ensino Médio para estudar treinando com simulados e testes específicos!