Você sabia que a segunda fase do Vestibular FGV para os cursos de graduação da Administração da Escola de Administração da FGV, a FGV EAESP, é um exame oral? ? Sim! A entrevista faz parte do processo seletivo e não, não é nenhum bicho de sete cabeças. O formato é bem diferente e, fique tranquilo, não segue o padrão de uma entrevista de emprego, com um recrutador na sua frente fazendo milhões de perguntas.
O exame oral é ao vivo e é feito através da plataforma Kira Talent, sem um entrevistador. As perguntas aparecem na tela e você tem alguns segundos para pensar e depois mais alguns minutos para responder. O processo dura de 20 a 25 minutos! São quatro perguntas para os candidatos do curso de Administração de Empresas e cinco perguntas para os que desejam ingressar em Administração Pública. Durante a sessão, você terá 30 segundos para pensar sobre a questão e, depois, mais 1min30s para gravar a sua resposta – fique atento ao aviso na tela, mesmo se ainda estiver respondendo, você será cortado assim que atingir o tempo.
Mas não vá achando que por ser online e individual que será possível fazer consultas. Lembre-se que tudo está sendo gravado. A entrevista será assistida posteriormente por uma banca examinadora, composta por pelo menos dois professores da FGV EAESP!
Em um webinar realizado para esclarecer dúvidas sobre essa fase, Renato Guimarães Ferreira, Coordenador do Curso de Graduação em Administração de Empresas, destacou alguns objetivos do exame:
- Capacidade de argumentar e justificar a escolha vocacional;
- Habilidades analíticas manifestadas oralmente pelo candidato;
- Capacidade de iniciativa apresentada pelo candidato na entrevista vinculadas a três dimensões: capacidade do candidato de influenciar o meio em que atua, de interagir com novas experiências sociais e, ainda, exercer plenamente sua autonomia nas organizações, respeitando as posições dos demais indivíduos.
Para quem quiser assistir ao bate-papo, o vídeo está disponível no nosso canal do YouTube. Tivemos a participação de estudantes enviando dúvidas que podem ser úteis para todos!
Sabemos que muitas inseguranças podem vir à tona, afinal, é um momento decisivo e importante durante o processo de ingresso na graduação. Por isso, a Isabella Masi e a Milena Morroni, veteranas da FGV EAESP, dividiram conosco um pouco da experiência delas durante o exame oral. Preste atenção das dicas!
Como foi a preparação para a entrevista?
Isabella Masi:
Como vestibulanda da FGV, sempre ouvi muito que a fase da entrevista era importante para subir na classificação. Então, me dediquei bastante ao preparo. Logo que fiquei sabendo que havia sido convocada para fazer a entrevista, já comecei a treinar a dicção e a boa comunicação. Como não fiz cursinho preparatório, treinei em casa, sozinha mesmo. Pegava textos e lia em voz alta para aprender a falar mais devagar e de maneira clara. Quando a data se aproximava, comecei a formular respostas para perguntas que eu achava que poderiam cair. Respondia em voz alta no meu quarto e sempre que meus pais estavam disponíveis, pedia para eles me ouvirem e fazerem perguntas. Basicamente, foi esse o preparo. Foquei mais na comunicação clara e na habilidade de formular respostas rápidas e não, necessariamente, no conteúdo das respostas porque é muito difícil adivinhar qual pergunta irá cair na sua entrevista.

Milena Morroni:
Para a minha preparação para a entrevista, usei muito as "mock interviews", que a própria FGV enviou para nós. Apesar das perguntas não serem relacionadas ao conteúdo real da entrevista, foi algo que me ajudou a entender melhor como funcionaria o sistema e que fez ter um maior conforto na hora de responder as perguntas. Além disso, treinei minhas respostas no espelho, o que me deu mais confiança na hora de fazer a entrevistas.
E como reduzir o nervosismo para não travar na hora das respostas?
Bom, não há poção mágica que te transforme na pessoa mais preparada possível, mas treinar a oratória todos os dias foi o que ajudou a Isabella a diminuir o nervosismo. Afinal, quando você consegue se comunicar de forma clara, a sua confiança aumenta muito! Como estudou para o vestibular em casa, ela contou muito com a ajuda dos pais para treinar.
“Sempre pedia para eles avaliarem e darem feedback sobre as entrevistas que eu simulava. No final, o que mais me ajudou a diminuir o nervosismo foi me sentir preparada.”

Já a Milena adotou a estratégia de não deixar para o último minuto. Os estudantes têm das 10h às 14h para acessar o sistema e realizar a entrevista. Assim que ela se sentiu preparada, já começou.
“Acredito que não existe muito segredo para diminuir o nervosismo, vocês já chegaram até a fase da entrevista, confiem que vai dar certo.”
Mas como bem lembrou o coordenador durante o webinar, mostrar nervosismo não é um problema. Isso só exterioriza o quanto aquele momento é importante para você. Por isso, não se preocupe, tente se acalmar ao máximo e não se torture caso transpareça estar nervoso, combinado? Como já falamos, o que importa mesmo é ser você mesmo – sem roteiros!
Como foi o dia da entrevista?
Isabella:
Minha entrevista ocorreu por volta das 10h. Então, acordei bem cedo e tomei café da manhã com meus pais. Uma coisa muito importante para mim no dia era estar sozinha na hora da entrevista e em um ambiente confortável com ótimo acesso à internet. Então, depois do café, voltei sozinha para casa e passei o tempo que restava relaxando. Já tinha me preparado bastante, então, nesse momento, logo antes da entrevista, achei muito importante tentar me distrair um pouco. A entrevista é curta e é importante ressaltar que é feita online, sem um entrevistador ao vivo. As perguntas aparecem na tela, você tem alguns segundos para pensar e depois alguns minutos para responder. O formato é um pouco diferente e pode assustar. Por isso, é bom estar preparado.
Milena:
O dia da entrevista foi bem desafiador para mim. Fiquei bem nervosa antes da entrevista e com medo de estragar tudo. Apesar de estar preparada, ainda tinha algumas inseguranças. Lembro que travei logo na primeira pergunta e fiquei extremamente tensa, achei que não daria conta do resto. Mas não valia a pena jogar o resto da entrevista fora por conta de uma pergunta que não foi respondida da maneira que eu queria. Foi difícil ficar calma novamente, mas eu sabia que tinham outras 3 perguntas que eu conseguiria responder e que eu precisava dar o meu melhor. Foquei nas novas perguntas e evitei pensar no que tinha dado errado!
Apesar de já estar no 4º semestre e não lembrar exatamente das perguntas, a Isabella recordou que foi questionada sobre alguma situação na qual teve que tomar uma posição de liderança. No começo, teve dificuldades de responder já que havia mencionado sobre grupos de trabalho durante o Ensino Médio em uma questão anterior. Apesar de ter ficado nervosa por não conseguir pensar tão rápido em um outro exemplo, a Isabella respirou fundo e tentou lembrar de mais algum momento em que realmente se sentiu na liderança. Foi então que veio uma luz! Em uma viagem com a mãe, durante um acidente de carro, ela teve que tomar a frente na situação e resolver o problema, já que sua mãe estava muito assustada e sem condições emocionais para buscar uma solução.
“É uma resposta nada convencional, mas acabou dando certo.”
Para os futuros candidatos, a Isabella e a Milena separaram algumas dicas:
- Leve muito a sério a fase da entrevista. É possível subir posições no vestibular. Por isso, não subestimem essa etapa. A Isabella subiu 58!
- Se prepare com antecedência. Treine bastante para diminuir o nervosismo.
- Escolha um lugar que já conhece, com bom acesso à internet e que seja confortável. Isso com certeza diminuirá o possível estresse que pode gerar.
- Fique tranquilo e seja você mesmo. Lembre-se que você não precisa provar que tem conhecimento nesta fase.
- Tenha exemplos de momentos significativos da sua vida que tenham a ver com liderança, mediação de conflitos, trabalhos em grupo, falhas e superação. Isso será útil não só para o vestibular, mas também dentro da FGV.
- Tenha em mente a sua capacidade. Você consegue! Não deixe a pressão externa te paralisar e dificultar o seu desempenho.
Para as alunas, o maior conselho é: seja autêntico! Você não precisa de experiências extraordinárias para fazer uma boa entrevista. O segredo é confiar nas suas respostas e no seu potencial. A Milena destacou que o que eles querem mesmo é te conhecer, saber como você se diferencia e por que deveria ser aprovado.
Para não esquecer: pratique!
Como falamos no decorrer do texto, estar preparado é o que vai fazer a diferença. Para te ajudar nessa missão, até a data da avaliação, você poderá realizar sessões práticas direto na plataforma da entrevista. Além de te ajudar a testar a sua comunicação, você poderá já se familiarizar com o programa utilizado, o Kira Talent. Mas lembre-se que as questões práticas são diferentes das perguntas oficiais! Por isso, não se prenda ao que for perguntando durante o treino. A sessão prática terá 3 perguntas, um tempo de preparação e um tempo de resposta. E não se preocupe, seu ensaio prático não é registrado e não será visto pela Escola.
Como você é transformado pelas coisas que vive?
A entrevista para a FGV EAESP é sobre qualidade e não quantidade. Não importa se você teve inúmeras experiências ou apenas uma, o que faz a diferença é mostrar para os professores o que você aprendeu. Como é a autenticidade que conta, não é recomendado utilizar rascunhos na hora das perguntas. Os avaliadores não querem respostas prontas e conseguem perceber quando o discurso é ensaiado. Escute bem as questões e seja natural. Para finalizar, mais uma dica compartilhada pelo Coordenador do Curso de Graduação em Administração de Empresas: estude sobre os diferenciais da FGV EAESP para entender como você se encaixa no universo da FGV. Por que o curso é ideal para você? Pense nisso!
Pratique, respire fundo e boa sorte. Nos vemos em breve! ?
Para saber mais sobre a Graduação FGV, acesse o portal do vestibular.